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Fobias: afinal, você tem medo de quê?
As fobias são medos irracionais que se originam em nosso inconsciente por Sylvia Salles
Assim surgem as fobias, pois a maioria das pessoas cresce envolta em algum tipo de medo, como medo de chuva, trovões, altura, fogo e multidão. Esses medos tornaram-se algo mais sério para a saúde dos indivíduos, gerando uma ansiedade crônica, depressão e angústia. O dia-a-dia, as pressões, as notícias que recebemos, são alguns fatores que contribuem para a constituição da fobia. Um aspecto que piora a situação é a violência, evidente nos meios de comunicação, que é mais um motivo para causar medo das pessoas. O que é fobia? A fobia é o medo irracional que impede o indivíduo de se comportar de maneira normal, positiva, sociável. Ela tem origem no inconsciente, naquilo que já passou e que ficou marcado por algum trauma. Em determinados momentos, a pessoa chega a tal ponto que perde a noção da realidade, tendo reações psicológicas e, principalmente, físicas, como sudorese, tremores, desmaios, vertigens e surtos. As fobias, em geral, caracterizam-se pela ausência de motivo para despertar o medo constatado, ou por ser o medo exagerado diante do objeto, por exemplo, o medo de andar de avião. Há inúmeros tipos de fobias, como a social, que é o medo acentuado de passar vergonha na frente dos outros, de falar em público e assim as pessoas perceberem o temor e a ansiedade crônicos. O que diferencia em grande parte alguém que tenha fobia de outro que tenha apenas medo é que pessoas com fobia passam a evitar a qualquer custo as situações que desencadeiam as crises, mesmo que para isso tenham que alterar sua rotina. Há casos em que indivíduos até mesmo evitam sair de casa. Agorafobia Há situações nas quais o objeto do medo em questão é o mesmo da chamada agorafobia. “A diferença da fobia para a agorafobia é o objeto, a dificuldade de sair de onde esteja caso passe mal. Isso não acontece nas outras. Enquanto a fobia é um problema isolado, a agorafobia dificilmente acontece sozinha. Geralmente ela acompanha a síndrome do pânico e a depressão”, explica o psiquiatra Francisco Freitas. De um terço a metade dos pacientes que sofrem de síndrome do pânico apresentam agorafobia. Esse transtorno é identificado na infância ou na idade adulta. É um problema um pouco que atinge mais as mulheres apesar de eventualmente, levar a desmaios. Porém, isso não significa nada especialmente grave. O medo faz parte do inconsciente de uma maneira tão intensa que isso é transferido para a identidade visual e, a partir daí, as crises começam. “Há histórico de pacientes que quase se suicidaram por medo, por ser incontrolável essa sensação. Uma paciente tinha verdadeiro pavor de baratas. Ela tomou isso como uma obsessão e chegou a ter visões de que era perseguida por uma barata gigante. Tratou-se durante cinco anos. Ela aprendeu a lidar com o medo excessivo e, hoje, apenas tem nojo das baratas na rua”, conta o psiquiatra. Tratamento O tratamento para as fobias – incluindo a agorafobia – pode ser medicamentoso, com antidepressivos e calmantes. Além disso, vale a pena fazer uma terapia, acupuntura, relaxamento, algo que desprenda a mente para que ela relaxe. Ter pensamentos positivos, ir ao teatro, ao cinema, dar beijos na boca, sair para dançar, cantar, comer brigadeiro, fazer as pazes com o mundo... Tudo isso faz com que os males do corpo e da mente sumam e traz felicidade. Esses são os melhores tratamentos para quem sofre com os males falados em série: a solidão, que leva à depressão, que causa ansiedade, síndrome do pânico, fobias e a agorafobia. Encerramos aqui a série especial sobre o mal do século XXI. Seja feliz! Tenha uma vida leve, sempre!
Clariana - Campos dos Goytacazes-RJ - 29/10/2005 ~ 11:47
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