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Goticismo e sua história

Conheça um pouco mais sobre o movimento

por Jairo Lavia
[26/04/2005]

O sentido etimológico e histórico da palavra “gótico” tem sua origem ligada a duas vertentes. A primeira relativa aos Godos, uma tribo de germânicos que invadiu o império romano no século III, posteriormente convertida ao cristianismo. A segunda refere-se a um estilo de arte medieval presente entre os séculos XIII e XV, marcante no que se refere principalmente à arquitetura, sendo famosas as catedrais de Notre-Dame e Charters, na França, e de Westminster e Lincoln, na Inglaterra.

 

O cerne do movimento dark se encontra no pós-Punk inglês do final dos anos 1970, como uma nova subcultura juvenil que se articula dentro do rock numa inversão de valores ancorada no “do it yourself”. Como ressalta a socióloga Helena Wendel Abramo em seu livro Cenas Juvenis - Punks e Darks no Espetáculo Urbano: “O nome dark foi posteriormente assumido por uma tribo mais jovem, já na segunda metade dos anos 1980, que se vestia quase exclusivamente de negro, e que se considerava ‘filiada’ ao som e ao estilo do rock paulista. Dessa forma, o título passou a identificar, retrospectivamente, o grupo original, e servindo para designar, de certo modo, tanto a sua produção musical quanto algumas das bandas inglesas que eram referência para o grupo tais como The Cure, Joy Division, Siouxsie and the Banshees e The Sisters of Mercy”.

 

No campo literário, está estritamente ligada aos autores e poetas que exaltavam uma atmosfera sombria e transcendental em cenários medievais, personagens anti-heróis e sentimentos de mal estar, profunda melancolia, morbidez e solidão do ultra-romantismo ou “mal do século”. Entre seus expoentes nomes como Lord Byron, Charles Baudelaire, Alfred Musset, Edgar Alan Poe além dos brasileiros Álvares de Azevedo e Casemiro de Abreu. Como adjetivo, passou a denominar a renovação musical do pós-Punk que se culminou com o gothic rock, um rótulo que passou a sinalizar um novo estilo musical alternativo no final dos anos 1970, acompanhado do surgimento de uma tribo dark sendo a música, modo de vestir, expressão facial, gesticulação e postura de corpo os seus elementos centralizadores.

 

Música

Considera-se o quarteto inglês Bauhaus o precursor do gênero. O primeiro single da banda, Bela Lugosi is Dead, de 1979, é pontuado pelo baixo muito presente, distorções de guitarra e bateria marcial. Como front man seu vocalista Peter Murphy, de voz soturna e fantasmagórica, delira entre pesadelos e temas como morte, vampiros, morcegos e rituais pagãos.

 

Com base no seu visual e na sua música depressiva, uma primeira leva de bandas foi rotulada como gótica. Entre as quais, Siouxsie & the Banshees, da musa Siouxsie Sioux; The Cure, dos cabelos desgrenhados de Robert Smith; The Sisters of Mercy além de Joy Division, do vocalista Ian Curtis, o suicida que deixou como legado a melancolia em letras como Love will Tear us Apart, uma das mais belas e tristes canções sobre o amor. “Nos anos 1980 que a morte será o tema mais recorrente nas canções pop, sendo igualmente comuns temas como melancolia, desespero, abandono, decepções amorosas e falta de perspectivas”, afirma a estudiosa Beatrix Algrave.

 

Da casa noturna Bat Cave, em Londres, a onda comportamental dark se espalhou para outros cantos do mundo. E também pelo Brasil afora, mas, sem dúvida se concentrando em São Paulo e, conseqüentemente em casas noturnas como Madame Satã, Retrô, depois no Treibhaus e atualmente em lugares como o Salamandra, Soda Pop, Tribe House, After Dark entre outras.

 

De meados dos anos 1990 para cá, o gothic rock buscou abrigo em outros gêneros e subgêneros como o new metal, heavy metal melódico e o doom metal em bandas como Cradle of Filth, Type O Negative, Nightwish, Lacrimosa, Tristania, Whithin Temptation e Das Ich. Principalmente no que diz respeito aos vocais, ora guturais e pesados, ora delicadamente femininos, o visual e letras lírico-depressivas que exaltam a melancolia e o romantismo adolescente. “É uma certa forma de atrair o público e essas bandas deram uma levantada no espírito gótico”, opina a técnica em eletrônica Valquiria Gonzaga.

 

Carlos “Moonlight” é mais radical: “O dito ‘som gótico morreu em 1989, nada de realmente criativo surgiu, se resumindo a bandas eletrônicas que muitas vezes se perdem no techno e suas vertentes, em retalhos das maravilhosas bandas dos 80 e nesse desprezível heavy metal choroso, obvio e repugnante que pelo visto parece agradar principalmente aos metaleiros que gostam de se vestir bem”.  E finaliza sobre as pessoas que curtem esse tipo de som e se dizem góticos: “Está mais para genérico barato e inócuo, no entanto, elas podem começar a partir de tais porcarias e depois apreciar outras como Sisters of Mercy ou Jesus and Mary Chain. Mesmo assim se ainda preferirem essas bandas padrão MTV, que vão para o inferno”.



Rozz  -  São Paulo  -  24/05/2005 ~ 03:25
Citação: De meados dos anos 1990 para cá, o gothic rock buscou abrigo em outros gêneros e subgêneros como o new metal, heavy metal melódico e o doom metal em bandas como Cradle of Filth, Type O Negative, Nightwish, Lacrimosa, Tristania, Whithin Temptation e Das Ich. Principalmente no que diz respeito aos vocais, ora guturais e pesados, ora delicadamente femininos, o visual e letras lírico-depressivas que exaltam a melancolia e o romantismo adolescente. “É uma certa forma de atrair o público e essas bandas deram uma levantada no espírito gótico”, opina a técnica em eletrônica Valquiria Gonzaga. Ahhhhhhh! O que é isso?! Minha Nossa! Onde que o pós-punk buscou abrigo em bandas de metal?! Quando isso aconteceu?! Isso não existe, o "metal gótico" não passa de uma vertente do metal! Nada mais que isso. Citação: "... e nesse desprezível heavy metal choroso, obvio e repugnante que pelo visto parece agradar principalmente aos metaleiros que gostam de se vestir bem”. Concordo com o cara que disse isso...! Mas, só essa parte. Não acredito que desde 1989 deixou-se de surgir bandas de boa qualidade no estilo gótico (não metal gótico)... Apesar de eu, Rozz, curtir em maior parte as bandas lançadas nos anos 80. Mas, essa matéria não muda em nada se comparada a outras... Sempre são incompletas, e sempre tem um tonto que não sabe nem quando está com fome... Mas... O que eu posso fazer?! Nothing. Até mais.

Luciano  -  sao jose sc  -  27/05/2005 ~ 18:06
Quem escreveu isso não sabe bulhufas do assunto.

Kipper  -  São Paulo  -  30/05/2005 ~ 19:04
Artigo completamente mal informado. O articulista devi apesquisar mais antes de escrever sobre o assunto.

Neo  -  Porto Alegre  -  12/06/2005 ~ 10:26
Na boa... matéria tosca e sem argumentos respeitáveis... tem uma hora que até afirmam que o Ian Curtis foi vocalista do The Sisters of Mercy... eu não sabia disso :P ... "The Sisters of Mercy e Joy Division, do vocalista Ian Curtis"... ou deve-se aprender melhor ao uso do "e" e da "," :)

Jairo Lavia - Da Redação  -  12/06/2005 ~ 18:08
O texto é claro: “De meados dos anos 1990 para cá, o gothic rock buscou abrigo em outros gêneros e subgêneros como o new metal, heavy metal melódico e o doom metal em bandas como...” (Aqui eu poderia citar dezenas de bandas ditas “gothic rock” que se abrigaram em outro gêneros). Aliás, não existe gênero gótico, isso foi cunhado pela mídia e os fãs para denominar algumas bandas pós-punk. Eu nenhum momento eu disse que o pós-punk buscou abrigo em bandas de metal. Em outro trecho eu digo claramente: “Com base no seu visual e na sua música depressiva, uma primeira leva de bandas foi rotulada como gótica. Entre as quais, Siouxsie & the Banshees, da musa Siouxsie Sioux; The Cure, dos cabelos desgrenhados de Robert Smith; The Sisters of Mercy além de Joy Division, do vocalista Ian Curtis...” Em nenhum momento eu disse um absurdo de que Ian Curtis era vocalista do Sisters. Agora, não dá para agradar a todos. Ou goste ou não do texto. Freqüento a cena alternativa e casas noturnas “góticas” há pelo menos doze anos, e começo a acreditar que essa geração de hoje gosta mesmo é de dançar melancolicamente virada contra a parede – pobres defensores de um movimento morto.

Angela Prallini  -  São Paulo  -  10/07/2005 ~ 13:05
Sinceramente, acho que antes das pessoas tecerem críticas agressivas e vazias deveriam ao menos se dar ao trabalho de ler o texto com atenção. Nota-se que houve essa falha por parte da maioria dos que comentaram. Para dizer que o artigo está ruim ou mal feito teriam que no mínimo apontar a causa de tal afirmação e quais seriam os erros cometidos. Enfim, é a crítica pela crítica, vazia e sem sentido. É um artigo curto portanto não aborda o tema prufundamente, mas apresenta em poucas linhas o que se pode considerar um panorama geral. Com exceção da obra de Helena Wendel Abramo não conheço outros trabalhos nacionais sobre este assunto, mas quem souber inglês e quiser aprofundar pode consultar os livros: "Gothic Rock Black Book", "Gothic Rock", "The Hex Files - The Goth Bible" ou "21st Century Goth"; todos de autoria de Mick Mercer. O último retrata a "cena gótica" atual, da década de 1990 para cá.

edu  -  New York  -  03/08/2005 ~ 15:04
...acho o texto mal escrito...coisa de amador...e de qualquer maneira, os melhores livros pra se entender essa passagem sao as biografias das bandas e artistas da epoca...como ...In the reptile house, with Sisters Of Mercy and Bauhaus....(nao lembro o nome do autor) ..."Dark Entries, Bauhaus and Beyond...(Ian Shirley)..."Siouxsie & the Banshees, the authorized biography...(Mark Paytress) ..."Gothic" (Richard Davenport-Hines)....a poucos meses atraz a revista Uncut tbm lancou um edicao especial com nada menos que TODAS as entrevistas e criticas de albuns do "New Music Express"..dos artistas mais expressivos do periodo de 1976 a 1992, (TODAS as entrevistas com Cure, Bauhaus, S.O.M, The Birthday Party....realmente um "must have" se alguem tem qualquer interesse jornalistico, nesse assunto....os livros de Mick Mercer falam sobre a musica mais sao mais voltados para a estetica...

Luciano  -  são josé sc  -  01/11/2005 ~ 17:04
Cradle of Filth é gótico? Nossa... Isso mostra o quanto a pessoa sabe das coisas. Como já dito, o artigo está muito mal argumentado. E em poucas palavras, poderia ser mais expressivo do que está sendo. Abraços.

José Morais  -  lisboa  -  27/04/2006 ~ 14:14
Pessoal: Os HIM nao sao uma banda que estao ao alcançe de qualquer ouvido leigo. nao basta saber apenas escutar a sua musica teem de saber ouvi-la, e mais saber compreender o que ele nos esta a transmitir, ele ultimo album apela a um lado mais humano, ninguém poderá dizer que os HIM cairam na monotonia pois este quebrar de sonorosidade revela que estao atentos e nao querem os fas como das outras bandas em que cada cd que sai do mercado é exactamente sempre e mesma melodia,som, construcao musical.. Ouçam HIM com ouvidos e nao com estupidez e depois falamos de musica. Um grande abraço a todos os fans de HIM congratulo-vos pelo vosso bom gosto.

Amy lee githic  -  cariacica  -  15/06/2006 ~ 22:10
Kem escreveu isso nunca mais nunca passou perto de um gotico!!!Tentem se enformar mais antes de escrever sobre nós goticos.

verdadesditas  -  16/06/2006 ~ 08:19
Sinceramente esta muito pobre o texto, o gótico não uniu com o metal, e sim o repodiou, consagrando o "casamento mal feito" bandas gótica ainda continuam na ativa como Diary of Dreams, Bella Morte, Cruxshadows, Paralysed Age, The Wake, ASP, The Birthday Massacre, The 69 Eyes. A cena gótica não é movimento, pois não apresenta nenhum ideal.

Rodrigo Oliveira  -  São Paulo  -  14/01/2007 ~ 13:42
O texto sendo lido com Atenção da para entender perfeitamente a ideia do redator, Porém só esta faltando alguns detalhes, para não se entender um sentido errado, Mas temos que dar crédito ao redator, pois isso é um resumo, onde vc pode ter uma noção do assunto, e nao uma aprofundamento dos seus conheçimentos, querem se aprofundar ao assunto? leia um livro. Apenas um complemento: A unica relação do Gótico com a arte Medievel é como era pregado este termo, pois os Renascentistas humanistas, no fim da baixa idade média, apontaram o mau gosto da decadencia artistica e cultural, ao seu ponto de vista, na verdade foi uma divergencia de opiniões politicas, que negam a anterior e que relacionam isso a Barbaro, não grego, nem Romano, muito menos clássico, então o termo Gótico foi dado pejorativamente. Assim como Idade das Trevas eles se referiam a Idade Média.

Alisson Roberto  -  Alagoinhas-BA  -  03/01/2008 ~ 22:22
Não gostei do ar de crítica desse cara no final. São essas pessoas que envergonham o goticismo. e sobre bandas góticas, até hoje nunca nenhuma foi tão godos-cristãos. apenas os poetas demostraram o verdadeiro sentimento gótico, já os musicos...........nada até hoje!!!

morceguinho  -  manaus  -  25/09/2009 ~ 11:25
fiquem com suas ideia criativas meus caros ninguem pensa igual todos são de pensamentos diferentes então nauw fiquem dizendo por ai que as pessoas estragam o goticismo ou que são impolgados afinal ninguem nasceu sabendo...

rog  -  cps-sp  -  25/11/2009 ~ 15:13
Acho que todos aqui deveriam ter aulas de gramática e pontuação no lugar de ficar falando de assunto que não tem fim.

 
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