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O homem e seus problemas II

Episódio de hoje: Quartas-feiras!

por Fernando Mascarello

[27/10/2005]

Nem adianta chorar ou acender vela pra São Longuinho. Quarta-feira é o dia mais distante do final de semana e não há feriado que mude isso. Por melhor que tenha sido o seu final de semana, na quarta-feira, o seus afazeres diários já coalharam todas as lembranças do sábado passado. E o pior que ainda tem meio caminho até o próximo.

Por esta eqüidistância da diversão é que a quarta-feira se torna tão volátil. Se por um lado os hormônios reprodutivos estão totalmente recarregados – e por isso, quarta-feira é considerado por especialistas como o dia internacional do amasso – por outro, tem rodada do brasileirão, quando não de algum campeonato sul-americano.

Aí entra o velho conflito "mulher x futebol", que passamos a exemplificar: você, pobre mortal, cansado do trabalho, em casa, de bermudão e chinelas, dá uma rodada na televisão e descobre que vai passar no PPW (peiperviu, para os não iniciados) o jogo do seu time contra o último colocado do campeonato. Uma goleada certa. Vai até a dispensa e percebe que ainda tem meia caixa daquela cerveja especial, que você só toma em batizado e, suprimentos suficientes para fazer você entrar no Guinnes Book com a maior tábua de frios do mundo. Sim, suas preces foram atendidas.

Porém, assim que você compra o jogo, abre a cerveja e aumenta o volume para o 63, o telefone toca. É ela! Sim. Ela. Dizendo que está com saudades e que está passando aí perto e pensou em dar uma chegadinha. Pronto, agora danou-se. Você está em uma sinuca de bico. As tuas opções são péssimas. Supondo que você, no alto de sua masculinidade e com uma sinceridade inédita e corajosa diz: “Vou assistir um jogo, podemos conversar depois?”. Então ela:

 a) Dá um piti, começa a chorar dizendo que você não presta e que você trocou ela pelo futebol;

b) Dá um piti, dizendo que onde é que já se viu, que se você não quer encontrar-se com ela é porque está com uma vagabunda, aí;

c) Ela aceita, vai pra casa. Então dá um piti. Te liga dali a cinco minutos pra dizer que você não presta, a trocou pelo futebol e certamente está com uma vagabunda, aí;

d) Ela quer entrar mesmo assim, dizendo que também vai assistir o jogo, mas dá dez minutos ela pede “coloca um pouco na novela, vai”. Você pergunta se não dá pra esperar a cobrança do pênalti e ela da um piti, começa a dizer você não presta porque não tem paciência com ela, é egoísta, machista, não se interessa por ela, tem outra, etc etc.

Não adianta. Quarta-feira é o dia em que as mulheres decidiram medir forças com nossa outra paixão, o futebol. A desvantagem das mulheres perante o futebol é que o futebol a gente consegue entender. Elas não sabem que não podem competir com algo tão diferente, mas sabe como é mulher: nunca desistem até conseguir. E então, utilizam as duas armas mais covardes e eficientes,  das quais não temos defesa: lágrimas e maquiagem

*Fernando Mascarello, o Fezon, é formado em Ciência do Desporto pela Pontífica Universidade Tectônica de Praga, Adivertista do Sétimo Digito, Sócio-Torcedor-Master do São Paulo Futebol Clube e, representante Avon, para Mato Grosso e região.

Com informações de Chico Xavier, Adoriran Barbosa e Inezita da Silva. Lembrando que a foto que ilustra esta coluna é proveniente de Spam.



olga samia  -  Fortaleza  -  23/11/2005 ~ 20:57
EU ME VI COMPLETAMENTE FAZENDO TUDO ISSO QUE VC DESCREVEU. Como é que pode vc saber de tantos detalhezinhos hein???

 
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