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Vêêêêêêêênha!
Velhos planos para um novo ano por Fernando Mascarello
Achacado por leitores e pelo editor-chefe-xananã desta revista, para o bem de meu emprego e, conseqüentemente, das doze pensões alimentícias que pago, achei melhor voltar a escrever. Encurtando assim minhas merecidas férias, que deveriam durar até o carnaval, de 2007, se reeleito fosse. Sim, pois tenho maus presságios sobre dois mil e seis e havia decidido fazer de conta que ele não existe. Ignorar é sempre uma boa, mas não foi o caso. Não é o momento certo de dizer os motivos de tanta desconfiança, pois ainda tenho que inventá-los. Assim que os tiver, compartilho. Começo de ano é sempre um período muito, muito tenso. Cheio de expectativas, planos, fechamento de balanço e faturas de cartões de crédito altíssimas. Começo de ano eleitoral com Copa do Mundo, então, nem se fala. A coisa piora quando você percebe que não tem jeito: Emerson e Roque Junior serão titulares. Então, depois das ressacas, você, que é uma pessoa com o mínimo de ambição, vai fazer o planejamento para o ano e se depara com a lista do planejamento do ano passado. Então percebe que economizou um servição, já que nem precisa mais fazer nada, pois está pronto. Um ano se passou e nada mudou. Neste momento, melhor afastar-se da cicuta, dos barbituricos e o litro de vodka. Nem tudo está perdido. Calma que o tato ajuda! Dois anos em um Vamos aproveitar o tempo perdido e fazer dois anos em um. Isso mesmo. Pegue a lista do ano passado, faça uma nova, junte as duas e pimba! Cumpra tudo este ano, sem falta. Impossível? Como sabes? A não ser que você tenha planejado perder 90 kg ou jogar no Real Madrid, nada é impossível. E se for, tire desta lista e coloque outra, com seus projetos para 5, 10, 20, 100 anos. O grande problema de nossos planos é que sempre queremos muito, mas fazemos pouco. Queremos morar num palácio, mas não fazemos esforço algum para levantar uma parede. E por aí vai. Precisamos ser mais sinceros, realistas e mais sensatos. Não sou exemplo de nenhum dos três, mas se precisarem, eu posso indicar alguém. Caibamos dentro de nossos sonhos. É a melhor coisa que podemos fazer. Pequenas realizações podem nos fazer muito, muito felizes. Chega desta história de querer ser o dono do mundo. Afinal, de dono do mundo bastamos eu e o Bush. *Fernando "Fezon" Mascarello é apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, parentes importantes e vindo do interior. Sonha com a paz mundial e os quindins da tia Ofélia, que faleceu em 2004. Espera lucrar alguma coisa com ela - a paz mundial, não os quindins da tia Ofélia, afinal, ela faleceu em 2004.
OLGA SAMIA - Fortaleza - 20/01/2006 ~ 00:57
Nando Stoinski - Cascavel/PR - 21/01/2006 ~ 02:43
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