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Mitos do Macho - Sensibilidade
Uma nova série para um novo ano por Fernando Mascarello
A Homem Bem-Dotado, coluna com o melhor custo-benefício do Brasil, mais uma vez está de extintor na mão para apagar o fogo da preocupação e das dúvidas que incineram os poucos neurônios das mentes femininas, desmitificando o homem, devolvendo a paz e, dependendo do acerto, ainda tira vermes e traz a pessoa amada em três dias. Para tanto, hoje inauguramos mais uma série, a Mitos do Macho. Nela trataremos de expôr o homem moderno até as suas entranhas, explicando e comentando seus aforismos, suas complicações, suas veadagens, diminuindo a distância deste para a mulher contemporânea, facilitando o entendimento dos povos e, quiçá, contribuindo para o aumento da natalidade nos grandes centros. Começaremos hoje falando de um grande problema encontrado pela mulher moderna: a sensibilidade masculina (ou ausência dela, claro!) Toda mulher quer um homem sensível pra chamar de seu. Ele tem que ser compreensivo, cordial, saber conversar, teorizar, usar guardanapo, não tenha chulé e jamais use cinta e suspensório ao mesmo tempo. Mas também não abre mão de um tapinha na bunda na hora 'H', além de um entusiasmado "vem cá minha nega!". Ou seja, ela quer o Bruce Willis com a alma do Woody Allen - sem as neuras, claro! Como sempre, mulher quer o impossível. Mas é tarefa do homem moderno - que de burro só tem o trote e o chefe - é dar exatamente o que ela quer - ou, fazer ela pensar que está recebendo o que quer. Pois bem meu amigo, só há uma maneira de ser sensível no mundo feminino: estudar. Sim, fazer um intensivão. Não é tão difícil e nem precisa escavar muito, pois a sensibilidade feminina, em geral, é tão profunda quando um pires. Elas só usam as lágrimas e o beicinho para conseguir alguma coisa em troca, estas articuladas! Por isso, nem perca tempo lendo Freud, Lacan ou Foucault - até porque você vai entender bulhufas e ela, se não for estudante de psicologia ou CDF, não vai nem saber quem são os dois últimos. Vá de Paulo Coelho e Martha Medeiros que já está de bom tamanho. Até ler a Homem Bem-Dotado ajuda um pouco(quando não atrapalha). (Dica: Chico Buarque para as balzaquianas, sempre funciona bem). Mas só ler não basta. É preciso uma incursão no universo feminino. Dialogue mais com as mulheres ao seu redor - vale até aquela feinha da contabilidade. Escute os problemas delas, seus gostos, seus desejos, suas vontades, seus sonhos. E olha que nem precisa de muito esforço para puxar assunto. Dependendo dos casos, é só mandar um “e aí, tudo bem? Como é que você está?” e: PARLA! Basta ter um pouco de paciência e atenção para aprender um bom tanto sobre as mulheres. Claro que mulher também não quer só o pão-de-ló. Elas sabe que a rapadura é doce mas não é mole. Por isso, não entre muito no universo feminino. A não ser que você tenha pretensões metrosexuais ou outras veadagens congêneres. Lembre-se da regra de ouro do universo feminino: homem sensível demais é veado ou só serve para ser amigo. Por isso, se você não quer ser um nem outro, tenha muito cuidado. E se você não gosta de ler e não tem tempo (saco) pra ficar puxando assunto nos corredores, ou ficar de tre-lê-lê por aí com a mulherada, afinal, o campeonato paulista está a mil. ...então mude suas atitudes no dia-a-dia. Uma boa é para depois do sexo. Anote: *Fernando “Fezon” Mascarello é diácono de botequim, sacerdote de destilaria, contabilista de bodega, balzaquiano de vinte anos, domador de curruíra e faz um churrasco que é uma beleza.
Bia - SP - 29/01/2006 ~ 11:12
Cleide - petropolis - 04/05/2006 ~ 13:16
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