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Mitos do macho: Morar junto
A insuportável presença do ser por Fernando Mascarello
Você leitora amiga, amigo leitor, estão prestes a ler a mais pessoal de todas as colunas que aqui já foram publicadas. Vamos começar pelo fim: Estou de partida. Pronto, falei. Sem rodeios, sem ternura, sem sequer um cuspezinho pra dar uma amenizada. Não ia adiantar eu passar cinco ou seis parágrafos enchendo lingüiça para falar o que posso dizer em uma frase. Tudo bem que não é uma partida “daquelas”, mas sim, outra mudança nesta minha vida de mudanças. Estou deixando o interior e voltando à Capital. Vou terminar meus estudos, que interrompi no oitavo semestre em 2003. Era para ser a pausa de um ano, já se foram três. Mas o importante que estou voltando. Aterrorizado de medo por estar três anos sem abrir um livro jurídico, mas confiante numa recuperação precoce. Desta vez ou é tudo, ou é tudo. No more, Mister Nice Guy. Mas este nem é o maior dos problemas. Estudar até criar calo nos olhos sempre foi um grande prazer, e de quebra, ajudou com as mulheres. Sempre ajuda. Mulheres preferem homens inteligentes, embora fiquem com os burros - seja por pura diversão ou, para deixar os inteligente se matando em teorias sobre mulheres-isso-mulheres-aquilo, que também não deixa de ser uma diversão. O que realmente me preocupa é que desta vez não vou morar sozinho. Estou fazendo o que os sensatos sempre devem evitar - e os insensatos passar longe, muito longe. Estou indo morar com a noiva. Olha o pepino. É, eu sei, tô no sal. O caminho é sem volta, dizem. Mas, talvez, eu não esteja mais interessado em voltar. Talvez, tenha chegado a hora de seguir em frente e se comprometer de forma definitiva! Não sei se é o certo, mas quem sabe? O tempo quiçá, veremos. Todo homem morre de medo de compromisso. De morar junto então, só se for sobre tortura – alguns preferem a tortura, por ser menos dolorosa e humilhante. Às vezes, realmente é, mas outras não, pois deve ter as suas compensações. Se não tivesse, ninguém o faria. Ninguém! Já sei que vão começar a perguntar: quando vai ser o casório? Já respondo: em algum dia de dois mil e sete, ou oito. Não sabemos. Vamos fazer este test-drive antes, ver como a coisa vai, e aí passo à frente. Darei meu melhor, pode apostar. Tentarei ser e fazer a pessoa que amo feliz. Afinal, o que é a vida, além de um eterno “tentar ser feliz”? Para bom ou para ruim, lá vou eu, amanhã, no dia do meu aniversário de vinte e cinco anos, encarar esta repentina mudança na minha vida. Certamente não serei o mesmo depois de quarta, mas também, nunca deixarei de ser eu mesmo. Sei que vocês, leitores, poderão estranhar algum atraso nos meus textos semanais – justo agora que estava pontual. Pois, com esta mudança toda, levarei algum tempo para me estabelecer e terei muitas novas tarefas (como levar o lixo pra fora e tirar a roupa do varal) para conciliar com meus escritos. Irei me esforçar para não deixar furos semanais, mas se não der conta, já estão aqui minhas desculpas. Me desejem sorte. Irei precisar. *Fernando "Fezon" Mascarello, é garoto prendado. Lava, passa e serve marmitex. Tem noções de espanhol, inglês e das ferramentas da Microsoft. Ah! e tem uma mão para ponto-cruz que é um arraso.
Carmem - Brasília - 14/03/2006 ~ 10:45
Sarah Bergamasco - Redação - 14/03/2006 ~ 11:47
deise warken - curitiba - 16/03/2006 ~ 10:47
rogermk - sinop - 16/03/2006 ~ 20:52
Pedro Paulo - São Paulo - SP - 17/03/2006 ~ 09:32
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