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A busca pelo cinema popular de qualidade
A Máquina, de João Falcão, estréia sexta-feira nos cinemas brasileiros por Leonardo Mecchi
A Máquina, longa de estréia de João Falcão produzido por Diler Trindade, não chega a ser a obra redentora da filmografia do produtor, mas é seu primeiro movimento em busca de uma nova equação: e se misturássemos o azul ao amarelo e oferecêssemos um bom presunto ao invés da mortadela? Será que o público não responderia à altura? João Falcão opta por uma estética próxima a mini-séries da Globo, como O Auto da Compadecida (que roteirizou) e Hoje é dia de Maria, para criar um tom de fábula à narrativa, para o que colabora também a cenografia de Marcus Figueiroa, com a cidade de Nordestina inteiramente recriada em estúdio, e a fotografia de Walter Caravalho, de cores fortes e vibrantes. Os belos diálogos se aproximam da literatura de cordel e a ótima trilha sonora, composta pelo DJ Dolores e que inclui uma canção inédita de Chico Buarque, apropria-se da música nordestina, modernizando-a. O filme aposta nesse diálogo com uma cultura regional, ainda que estilizada, para ampliar seu apelo junto ao grande público. Apesar dos percalços, A Máquina é um bom entretenimento, leve e despretensioso que, diferentemente da maioria dos exemplares do gênero, não ofende ao espectador mais exigente. Uma bela tentativa de um cinema popular de qualidade que merece encontrar seu público. * Leonardo Mecchi é crítico de cinema e editor dos sites Cinequanon e Enquadramento A Máquina
Daniela Castilho - da redação - 20/04/2006 ~ 15:12
Lucy Suarez - Barranquilla/Colombia - 01/10/2007 ~ 21:35
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