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Tags - o mundo etiquetado

Para quem achava que nos perderíamos com tanta informação, eis uma luz no fim do túnel

por Caio Cesar
de Belo Horizonte

[14/06/2006]

Atire a primeira pedra aquele que nunca classificou nada. É natural do ser humano querer organizar, separar e classificar as coisas. As descobertas científicas e os próprios métodos de pesquisa refletem esta necessidade do ser humano de querer organizar o mundo a sua volta para poder entendê-lo.

Fazemos isso o tempo todo com tudo o que podemos. Quer um exemplo? Consulte a agenda de números do seu aparelho de telefone celular. É bem provável que você tenha organizado os números de forma a separar os contatos pessoais dos familiares e dos amigos. Se você não os organizou assim, olhe para seu comunicador instantâneo, é até mais possível que ali tenhamos um exemplo ainda mais completo de classificação de elementos.

Se fazemos isso com tudo (ou quase tudo) em nossa vida pessoal, por qual motivo não compartilhar estas classificações pessoais?

É disso que falamos quando abordamos o tema Folksonomia. Do inglês Folksonomy, trata-se de um termo cunhado por Thomas Wander Wal que significa algo como "classificação social de elementos".

Parte-se do princípio que a comunidade que compartilha características sociais semelhantes também classifica os elementos de forma semelhante. Assim, fica mais fácil organizar em grupo aquilo que os individuos organizam separadamente.

Perceber isso é fácil na web de hoje. O del.icio.us e o Flickr permitem que os usuários classifiquem seus itens desta maneira. Isso permite que os usuários possam localizá-los e compartilhá-los de forma mais rápida e fácil, além de, claro, organizar uma lista de elementos de todos os usuários separados por rótulos comuns: as tags.

São elas que atribuímos a todos os elementos classificados. Elementos que compartilham as mesmas etiquetas vão para o mesmo balaio. A folksonomia, portanto, é um processo de organizar os elementos de todos os membros de uma determinada comunidade (ou sociedade, se preferir) em grupos de etiquetas comuns.

A emergência do conteúdo autêntico é uma excelente justificativa para que busquemos classificar o conteúdo que acessamos usando características sociais, em vez de rótulos pré-definidos.

Que tal, então, organizar o conteúdo da Internet inteira? Ou então, o conteúdo das notícias dos jornais? Com feeds RSS isso se torna possível graças á flexibilidade das informações neste formato. Existem, inclusive, serviços bem legais que podemos usar para ver a rede de outro jeito, do jeito que todo mundo vê e classifica.

Dois destes serviços são Tag Cloud e o Google News Cloud. Este último merece destaque especial pois foi feito por um brasileiro: Fernando Serbocini.

A flexibilidade e a beleza do Google News Cloud está no fato de você poder visualizar aquilo que te interessa a partir de um rótulo aprorpiado à sua maneira de interpretar as coisas e o que é melhor: você ainda vê aquilo que se relaciona com o que você se interessa.

Para quem achou que um dia nos sufocaríamos com as informações que nós mesmos produzimos e publicamos na rede, eis aqui o que pode ser o esboço de uma luz no fim do túnel.

*Caio Cesar é professor, pesquisador e consultor em marketing, usabilidade, comunicação e tecnologia.



Haline Santiago  -  Rio de Janeiro  -  26/06/2006 ~ 13:53
eu e mais dois amigos sempre conversamos sobre nossa mania de listas. Wish List, Lista de pesos, Lista de dividas, Lista de coisas a fazer, Lista de aniversários .... e ficamos classificando tudo por pastas no excel. E qto mais abrimos pastas, mas satisfeitos ficamos, pq conseguimos identificar que alguma informação não se encaixava em um lugar e precisava de uma pasta propria. Juro que sou quase saudavel. rsssss

 
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