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Charlotte!
Belas canções feitas por uma mulher ainda mais bela por Cleyton Brito
Charlotte aprendeu cedo a seguir os passos do pai. Aos 13 anos debutou no cinema e na música. Mas foi aos 15 que ela chamou atenção geral ao gravar, ao lado de Serge, a canção intitulada Lemon Incest. Nela, letra e videoclipe sugerem uma relação incestuosa entre pai e filha. A própria letra da música apresenta ao ouvinte, por menção ou associação de idéias, que pai e filha estão se relacionando sexualmente. No clipe da canção, inclusive, os dois compartilham uma cama. Vale lembrar que Serge Gainsbourg é uma espécie de Odair José ou Wando francês. Tínhamos até esquecido de Charlotte. Desde o primeiro CD, Charlotte For Ever [1986], que o trabalho musical dessa "pobre" garota não vem à tona. E agora ela reaparece roubando a cena com o álbum 5:55, que conta com a participação especial do cinismo inglês indispensável para o disco e característico do trabalho de Jarvis Cocker [ex-Pulp] e Neil Tenant [Pet Shop Boys]. São 11 faixas que carregam ironia e sensualidade em suas composições. Imagine canções bem feitas, mas cantadas por uma mulher mais bem feita que suas próprias canções. Aqui, além da sensual beleza, os momentos falam por meio da voz suavemente rouca e frouxa de Charlotte. Os destaques são Tel Que Tu Es, Beaut Mark ou Operation. Quanto a esta última, parece ser autobiográfica ao narrar detalhadamente o fim de um "namorico". Everything I Cannot See tem atmosfera provocante, que denota obsessão e, claro, sensualidade. Boa repercussão do seu álbum parece pouco para Charlotte. Recentemente ela atacou novamente de atriz no filme Nuovomondo, do italiano Emanuele Crialese, que foi premiado com o Leão de Prata em Veneza [2006]. colaborou João Carvalho
Fábio Leal - da Redação - 13/06/2007 ~ 16:21
Marcus - da Redação - 13/06/2007 ~ 18:52
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