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Casseta & Planeta: A Taça do Mundo é Nossa
Um filme sem pé nem cabeça, mas com começo, meio e fim por Rafael Gaino
A história se passa na década de 70, logo após o tricampeonato brasileiro (como eles dizem, uma espécie de penta daquela época). Em meio à ditadura, o grupo revolucionário PANAC formado pelo aspirante à guerrilheiro Wladimir (Bussunda), o cantor Peixoto Carlos (Hubert) e o "eco-terrorista" Denilson (Hélio de La Peña) consegue pôr as mãos na taça Jules Rimet, e colocam todo o exército nacional em seu rastro para recuperar o troféu. Quase todos os integrantes protagonizam mais de um papel, e alguns deles surpreendem, como Reinaldo que encarna mais de 10 personagens, todos muito bem feitos, guardados os limites da intenção do filme, obviamente. E tudo se resume à isso. É uma comédia que não tenta ser nada mais que um amontoado de piadas ligadas por um enredo. Não propõe reflexões nem encerra com uma lição de moral, como era de se esperar, e é esse o trunfo do Casseta & Planeta: fazer o que eles sabem fazer, e ponto final. Sem pretensões. De brinde, o espectador leva uma trilha sonora bem cuidada produzida por Tom Capone e Lula Buarque de Hollanda e selecionada pelos humoristas juntamente com o diretor. Estão presentes Marisa Monte, Paralamas do Sucesso, Los Hermanos, Max de Castro, Frejat, Lenine, Zeca Pagodinho, Casseta e Planeta com Um Chebabi e Cidade Negra, cantando Guantanamera, um dos pontos altos do filme. O único comentário que deixo aqui é que achei as explosões do filme meio falsas... Casseta & Planeta - A Taça do Mundo É Nossa 2003
Ana Claudia - Brasília - 21/11/2003 ~ 09:07
aline - sp - 21/11/2003 ~ 13:05
igor feghali - vitoria - 23/11/2003 ~ 01:37
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