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Antes fosse para gringo ver...

Brazilian Day, festa dos brasileiros que vivem nos EUA, só faltou ‘perfumar’ NY com urina para se tornar um carnaval autêntico

por Hélio Sales
de Nova York - EUA

[05/09/2007]


Começou ali, em um cantinho da ilha de Manhattan que os brasileiros passaram a ter para chamar de seu: Little Brazil Street – a rua 46, ali pertinho da Time Square [foto acima]. Por lá se concentraram, instintiva ou coincidentemente, boa parte do comércio brasileiro da cidade de Nova York.

 

De 1984 para cá, todo domingo que antecede o 7 de Setembro é celebrado o Brazilian Day, a festa da independência para os brasileiros que mora nos EUA. Antes, a festa se limitava ao “Pequeno Brasil”, mas hoje, a festa ganhou a Sexta Avenida. A última edição, domingo passado, contou com um público de cerca de 1 milhão de pessoas espremidas entre as ruas 43 e 57, no pé do Central Park. Entre as atrações musicais deste ano estavam Bruno e Marrone, Jota Quest e Asa de Águia.

 

Veja bem, multidão e música ruim. Óbvio que eu não perderia um domingo em uma “festa” dessas. Bom, não perderia até ser intimado pelo meu chefe a escrever o texto que você lê agora. Com a pauta na mão, deixei meus preconceitos de lado e me surpreendi: no fim das contas, a festa foi muito, mas muito pior do que eu imaginava.

 

Mas se a comemoração [?] hoje tem esse porte, é porque há demanda. Gente como Ulisses, de 47 anos, há 11 vivendo como imigrante ilegal no bairro do Queens, trabalhando como assistente de cozinha em um dos vários restaurantes brasileiro da Big Apple. “O Brazilian Day é uma oportunidade de se sentir novamente no Brasil. Ver os shows, provar as comidas, essas coisas”, afirma ele, que não tem trânsito livre entre Brasil e Estados Unidos.

 

Moema Umann, 25, brasileira e estudante do Actors Studio, mora em Nova York há pouco mais de um ano. Apesar do pouco tempo fora da ‘terrinha’, garante que, com a festa, pôde se sentir no Brasil. Ainda que de maneira ligeiramente diferente. “Foi a primeira vez em meses que eu escutei de novo um ‘e aí, gostosa!’”, se diverte ela. “É estranho, mas faz parte...”

 

A falta de critério na escolha dos artistas trazidos foi ‘compensada’ com inúmeras melhorias técnicas em relação às edições anteriores. Pela primeira vez, instalaram telões que transmitiam os shows ao longo das ruas que cortam a Sexta Avenida no trecho em que o evento aconteceu. Além disso, de acordo com os freqüentadores assíduos do Brazilian Day, essa também foi a primeira vez em que o som estava limpo e audível. A concentração das barracas de comidas típicas na altura da rua 46 também foi motivo de elogio da maioria saudosa.

 

E o jeitinho brasileiro, aquele, tão famoso, foi útil aos, aos... aos... foliões?! Enfim, àqueles que queriam molhar a garganta enquanto compartilhavam suor com seus conterrâneos. É que a polícia, mais do que em qualquer outro dia, resolveu fazer marcação cerrada quanto à proibição do consumo de álcool nas ruas.

 

Como os policiais ficavam apenas nas calçadas e esquinas, os ambulantes puderam vender tranqüilamente cervejas e caipirinhas em meio a multidão. Os mais espertos compravam bebidas nas farmácias dos arredores [sim, as farmácias americanas vendem cerveja. Inclusive, por preços bem competitivos] e saiam às ruas sem a menor preocupação em escondê-las com os famosos saquinhos pardos – como costuma ser feito.

 

_multidão+álcool+música ruim = confusão
Em Nova York há quase dois anos, só agora tive a “oportunidade” de assistir a uma briga de rua. Ou melhor, duas. Mas, pelo menos, a polícia daqui é rápida e eficiente. Como isso tudo aconteceu antes do show do Asa de Águia começar – o qual eu me recusei a ficar para ver -, é bem provável que estas não tenham sido as últimas confusões. Sabe como micareteiro costuma ser, né?

 

Mas assustador mesmo foi a quantidade que se via nas ruas antes mesmo do fim do evento. Parece que os brasileiros aqui confundiram a Sexta Avenida com a Sapucaí. Latas de cerveja e garrafas de uísque e de cachaça formavam montes pelo asfalto. Ruas inteiras cobertas de entulho etílico e vômito.

 

Pelo visto, essa festa deveria se chamar “Dia da Tolerância aos Brasileiros”. Sujou-se muito, distribuiu-se maus modos, exibiu-se música irrelevante... ainda assim, o edifício Empire State fez a gentileza de se vestir com luzes verde e amarelas em nossa homenagem.

Eu, por dentro, vestia preto.

 

Bem no meio da ilha de Manhattan, o Brazilian Day lotou a sexta avenida com 1 milhão de pessoas

 

Fotos: Hélio Sales | Imagens: Google Maps



Hélio Feitosa  -  Alagoinhas-BA  -  05/09/2007 ~ 21:33
Foi uma bora reportagem,embora um tanto preconceituosa(musical e culturalmente falando). O péssimo comportamento apresentados pelos brasileiros, exibe bem o nosso nível de educação que civismo. De um paiz que tem um Lula como presidente, que mais se pode esperar? Abraços. Hélio Feitosa

Entidade  -  Brasília  -  06/09/2007 ~ 08:50
Vamos levar Bethânia no próximo...

Leo A.  -  S.J.Campos-SP  -  06/09/2007 ~ 09:50
Seu sem vergonha! Mas vamos lá ao comentário... Brasileiro no exterior tem q ser tolerado mesmo pq é insuportável o deslumbramento e a falta de educação...

Helaine Martins  -  Redação  -  06/09/2007 ~ 10:06
O problema do brasileiro é essa manifestação de nacionalismo exacerbado mesmo quando tudo o que falam é verdade... "É que a polícia, mais do que em qualquer outro dia, resolveu fazer marcação cerrada quanto à proibição do consumo de álcool nas ruas". Porque será heim?! Muito boa a matéria!

G. Kamino  -  BH-MG  -  06/09/2007 ~ 11:44
E os americanos são perfeitos... todos são educadissimos. Um povo alegre e simpático, que não sujam as ruas, não falam palavrões e não cometem contravenções. Todos respeitam seus próximos, suas individualidades e cultura, não importa quais sejam.

Alessandro Feitosa  -  Brasília-DF  -  06/09/2007 ~ 14:09
Vou começar de maneira diferente, vou comentar os "Comentários": - Um diz que o comportamento dos brasileiros exibe o nível de educação da nação, pois tem o Lula como presidente. Porém este mesmo povo também já elegeu o Doutor FHC. - O outro afirma que: "Brasileiro no exterior tem q ser tolerado mesmo pq é insuportável o deslumbramento e a falta de educação..." ????? - "Exacerbado"? Eu sou brasileiro burro que elegeu o Lula, portanto, não sei o que significa isto. ....

Alessandro Feitosa  -  Brasília-DF  -  06/09/2007 ~ 14:19
... continuando minha crítica (para uns: construtiva, para outros: destrutiva e para alguns: sem sentido) achei realmente deveras preconceituosa no âmbito musical. Tudo bem, eu também não gosto dessas atrações, entretanto é um dia de festa, você acha que seria divertido para esta multidão escutar Maria Bethânia cantando "Ronda". Concordo acerca da celeuma provocada pelos brasileiros. Brasileiro é festeiro mesmo. E não quero mais comentar sobre este assunto.

Gislene Lourenço (Gigi)  -  Brasília-DF  -  06/09/2007 ~ 15:15
Alessandro: Comentário crítico e inteligente. "Aplausos" Vc escreveu com bastante sutileza... muito bom mesmo. Hélio Sales: O que eu acho mais incrível é o fato de basileiro falar mal de brasileiro... não dá para aceitar. Somos uma nação "sem educação", lamento mas não concordo com isso. As pessoas estão perdendo o senso... ohh cultura hipócrita!

Paula Z  -  08/09/2007 ~ 19:52
Mas que texto ruim! Mal escrito, exageradamente parcial e preconceituoso ao extremo. Fique por aí, meu caro! De gente q não tem alegria de viver e não sabe celebrar os momentos quero distância. Decepcionada com a Paradoxo!

Paula Z  -  08/09/2007 ~ 19:55
Sr. Hélio Feitosa, o que exibe bem o nosso nível de educação não é o Lula como presidente, mas sim alguém como você que escreve PAÍS da seguinte maneira: PAIZ.

Hélio Sales  -  NYC  -  08/09/2007 ~ 23:12
Elogios de um lado, críticas de outro... o bom disso tudo é o debate acerca do assunto. O que eu queria que as pessoas entendessem é que eu não manifestei meu ponto de vista de uma maneira radical. A matéria é só a minha percepção pessoal sobre a festa. É preconceituosa? Do ponto de vista musical, sim. Sorry, não sou perfeitamente tolerante... Quanto a outros comentários, nçao acho justo julgar o caráter de alguém por causa de um erro de digitação. Pois isso é muito mais raso que qualquer coisa que queiram criticar sobre o que eu escrevo. Acho bom ser odiado, porque isso no mínimo provoca um posicionamento, pensamento, reflexão dos leitores. Não passa em branco. Mas agressões gratuitas são jogo sujo. Eu estive no Brazilian Day e tive minhas impressões, que se transformaram em matéria. Agora, querer cruxificar alguém por conta de um comentário descontraído é de uma arrogância muito maior do que a minha. E olha que eu sei do que estou falando. E ainda assim, acho que o Brasil é o melhor lugar do mundo para se viver. Mas nem por isso vou fechar meus olhos para nossas grosserias e deficiências.

Antonio Xavier  -  Sp  -  09/09/2007 ~ 14:09
Colonialismo cultural com nossa própria cultura.

Rafael  -  Nova York  -  09/09/2007 ~ 16:06
Eu gostei da musica, de ver um monte de brasileiros juntos e tambem me senti mais proximo ao pais. Mas tambem fiquei envergonhado com a bebedeira, a sujeira e as brigas.

Rafaela Feitosa  -  26/09/2007 ~ 19:29
Povo grosseiro, sem educação e sem respaldo social - é o orgulho de ser brasileiro... Isso só serve para elucidar a triste realidade de um povo "vitimado" por uma colonização bandida que se deu há mais de 500 anos, mas que é usada até hoje como bode expiatório para o comportamento vulgar e imbecil... É um povo pobre de espírito, pobre de tudo. E é assim que se festeja por aqui, e você deu sorte que não teve a urina... E que mais avanços existam em verde e amarelo no Brazilian Day...

Jorge da Passoca  -  Newark  -  30/12/2007 ~ 04:36
Sr Helio, quem voce pensa que eh pra falar mal da famosissima e ilustrissima banda Asa de Aguia?! desca da sua torre de marfim seu fanfarrao de marca maior. Sem mais, passar bem.

mello  -  São Paulo  -  01/12/2008 ~ 15:07
Mesmo depois de tanto tempo ainda vale a pena comentar... Fala sério!!! o mal do Brasileiro é esse, achar que mora no pior País do mundo, das piores pessoas do mundo, quem viajou sabe , não existe povo como o brasileiro, ninguém tolera mais a miscigenação racial,e os estrangeiros que nós, somos alegres, festeiros e extrovertidos ao contrário do repórter tenho muito orgulho da minha cultura, da minha música e não tenho preconceito com outros gêneros musicais, principalmente os natrurais do Brasil. Editor faça-me um favor, não mande um roqueiro para o carnaval da próxima vez.

Thiago Magalhaes Serra  -  Madri - Espanha  -  23/02/2009 ~ 12:08
Americano Nascido na América, pouco se importa com a festa dos Brasileiros. Já os "americanos" nascido no Brasil, ha ha ha, se envergonham da festa, culpa do "espirito de inferioridade" de 3° mundo. Mas... isso é normal, pra pessoa com baixo conhecimento Cultural. Eu este Ano vou estar lá sim....vou beber, comemorar, e agitar... s´´o não vou me sentir envergonhado, pelo contrario...não devo nada a eles, já você "Americano" do Brasil, leve os pés dos seus irmãos nascido na América, quem sabe não arruma um empreguinho aí.... kkkkk poupe-me de absurdas palavras... e como disse alguem aí em cima. O que torna o Brasil país assim, não é o fato do Presidente chamar-se Lula, e sim pessoas como você que diz PAIZ.

 
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