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Sexo digital

Colunista serelepe confessa que já apelou para o cybersex e conta suas experiências divertidas

por Lalai
de São Paulo

[16/05/2008]

Eu já apelei para o sexo virtual algumas vezes e tive algumas experiência divertidas. Não tenho muita coordenação motora para digitar e fazer acontecer aqui enquanto deixo a imaginação rolar solta. Isso não fez com que a experiência fosse menos excitante. Quem não fez [ou pelo menos não tentou] sexo virtual um dia que atire a primeira pedra no monitor!

Como falei, eu tive algumas experiências. Cada vez que aconteceu, foi alguma situação muito peculiar que fez eu "apelar" para o digital. Dê sua digital aqui, já pode pensar você neste momento, mas o que nos resta em momento assim são nossas próprias "digitais". Sexo digital pode ser mais legal que sexo virtual - caso você tenha um bom desembaraço com o momento.

Imagino que sexo digital role bem com uma webcam. Mãos livres, um assistindo ao outro, caras, bocas, olhares, contorções. Com certeza é uma masturbação de primeira que pode proporcionar mais prazer do que uma rapidinha sem muita vontade.

Ainda não tive coragem de encarar uma webcam com alguém. Não sou tímida, mas sou neurótica. Já fico imaginando depois minhas imagens percorrendo emails, postadas em sites, meus vídeos no PornTube... Aí você pode pensar: ah, mas e se for com alguém de confiança? E quem é, hoje em dia? Afinal, confio em você hoje, apronto uma daquelas e você, para se vingar, me joga em pêlos por todos os cantos da rede. Nunca me esqueço que as pessoas são vingativas e que algumas vezes eu sou demasiadamente humana e piso na bola.

Se você é como eu, um ser primitivo e desconfiado, anda beliscando azulejo, mas anda resguardando o corpinho, seja por falta de opções, seja por alguma dieta espiritual, aí vai um relato sincero para servir de inspiração, caso você precise tirar o pé da lama paliativamente. Eu só espero, que você seja uma pessoa com um pingo de modernidade na sua vida e tenha um laptop. Já passei por experiências logada em um desktop e numa cadeira dura, e a excitação foi menor que a diversão. Se você for mais ousada e quiser experimentar o pacote completo que inclui cameras e fotos, vá em frente! Quem experimentou garante que é muito melhor [ah, e me conte depois!].

Eu acho desnecessário dormir vestida e geralmente vou pra cama com o laptop no colo, ou seja, estou sempre preparada para alguma abordagem "criativa". Isso não quer dizer que eu esteja sempre a fim e que qualquer um que chegue vai me instigar o suficiente para eu sentir alguma vontade de seguir em frente.

Mesmo indo para cama várias vezes com muita má intenção, ir atrás de estranhos não me interessa. Prefiro os amigos, pois acho mais instigante e sempre tem um ou outro ali por quem a gente tem um interesse a mais, seja ele qual for. Não ter pudor ajuda bastante. Então, se você já está corada só de ler esta coluna, eu sugiro uma taça de vinho ou uma cerveja. Sempre ajuda a relaxar.

_foi assim...
A minha última história aconteceu de um modo inesperado. Éramos amigos e tinha um clima no ar. Daqueles que a gente não consegue traduzir o que é, mas sabe que existe. Pode ser mera curiosidade e muita idealização - o que na maioria das vezes é. Pensar sobre isso é cansativo, por isso eu prefiro deixar rolar. Gosto de pagar para ver. Sou despudorada, assumo.

Fui deitar depois de uma cervejada com amigos. A cabeça rodava. Antes, não resisti em consultar meus e-mails. Aí, meu MSN conectou automaticamente e, de repente, este amigo me deu "oi". Como eu estava bem soltinha, eu já respondi o "oi" com uma provocação qualquer. Não lembro.

Quando me dei conta, estávamos "deitando" e "rolando" no teclado. Nada de webcam, nada de microfone. Não tenho noção, mas ficamos mais de uma hora até ele não resistir e pedir para me ligar. Titubeei. Ele insistiu. A essas alturas - e no meu estado -, eu gostei da hipótese de um contato mais humano. Não que isso seja real, mas a voz sussurrando no ouvido instigava de tal maneira que, com os olhos fechados, já era quase possível sentir a presença real do meu amigo ao meu lado.

Sem qualquer apetrecho adicional, apenas o tesão causado pelo momento, eu, em menos de cinco minutos de conversa ao telefone, cheguei aos finalmentes. Sofri de uma ejaculação precoce. Tive uma pequena morte que fez eu desaparecer da ligação por segundos.

Quando retornei, rindo, ele reclamou que eu estava com pressa de desligar. Não tinha percebido o que tinha acontecido. Contei com todas as letras. Ele não acreditou e repetiu umas três vezes que eu estava mentindo. Foi nesse momento que eu ri por me dar conta de que muitas mulheres mentem que gozaram numa relação real - o que eu já não entendo muito bem os motivos. O que levaria alguém a mentir que gozou numa relação digital?

*Lalai costuma dizer que é várias e às vezes elas estão todas no mesmo lugar. Tem problema de foco e em definir o que é, porque ainda não descobriu. É always-on, mas prazeres como os aí citados são raros e geralmente eles acontecem bem longe do computador.



ematoma  -  São Paulo  -  16/05/2008 ~ 16:11
Tenho que confessar que sou bastante adepta do "sexo digital". Com um romance que se iniciou com as partes em continentes diferentes sou obrigada a admitir que sou uma ás nesse tipo de prática sexual. E dá-lhe webcam, viu?

Diego E-frvscnt  -  SP  -  16/05/2008 ~ 18:15
ê laiá! já tive muito prazer no MSN, só na base dos dedos (nas teclas), nada de webcam.

Ashmeday  -  19/05/2008 ~ 12:40
Wow!

 
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