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Ando olhando para cima
Não há sinal do sol, só sabemos que está de dia por Gabriel Louback
There's a big O homem cria, ‘evolui’ e se afasta de sua natureza e da Natureza. Os prédios não interagem com o sol, o vento e a chuva. O concreto é utilizado para isolar a humanidade dessas ações naturais. O som do vento balançando as folhas de uma árvore é uma atração tremenda e não há música da Enya ou óleos e sais que consigam tranqüilizar da mesma maneira. A terra absorve o calor do sol. As folhas fazem sua fotossíntese tendo como fonte a luz solar. E os cachorrinhos das madames usam pantufas, para que seus pés não fiquem molhados quando chove ou se incomodem quando está quente. Se proteger da chuva embaixo de uma árvore é perigoso, mas te faz sentir vivo e ‘natural’. Várias gotas te atingirão, mas a chuva foi feita para isso mesmo. Hidratar. Limpar. Renovar. Protegido pelo concreto, ou pelo metal do carro, em um ambiente climatizado – seja com ar-condicionado ou aquecedor – o homem esquece de como ser Homem e fica perplexo quando tufões, temporais e secas nos fazem lembrar, à força, que a Natureza não faz mais parte de nossa natureza. Olhe para cima. Sinta o sol, cheire a chuva, suje-se na grama e pise na lama. *Gabriel Louback é jornalista, pisa em poça d'água e usa óculos escuro quando olha para o sol, mesmo sabendo que é perigoso.
Tica - São Paulo - 02/09/2008 ~ 11:32
Juliana Ricci - São Paulo - 02/09/2008 ~ 13:37
Fil - sp - 02/09/2008 ~ 14:25
Marcia - S. Paulo - 03/09/2008 ~ 10:27
Mafê - capao redondo - 03/09/2008 ~ 17:29
Ju Pimenta - São Paulo - 08/09/2008 ~ 11:26
Ju Pimenta - São Paulo - 08/09/2008 ~ 11:28
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