_participe!
 

cinema  |  comportamento  |  geral  |  literatura  | moda  |   música  |  tv viagem  || blog do editor  |  colunas  |  expediente

 
Promessas que vêm do Sul

Festival Curitiba Vai Pro Inferno! levou a SP quatro bandas paranaenses prontinhas para despontar. Será que elas merecem?

por Redação
[14/01/2009]


_ruídos/mm
Responsável pelo primeiro show da noite, a ruídos/mm impressionou antes mesmo de iniciar a primeira música. Afinal, não é toda banda que conta com quatro guitarras em sua formação. Também não é qualquer banda que faz quatro guitarras funcionarem de forma coerente, e é nisso que eles acertam.

Em uma polifonia instrumental lisérgica experimental, com sete instrumentistas, a banda conta também com bateria, baixo e um teclado. No Club Inferno, eles e levaram o público a uma grande agitação, às vezes animada, outras vezes tensa, para depois baixar completamente o clima, e ainda levar tudo pro alto e deixar despencar novamente, sempre em músicas longas, divididas em partes. Teve até uma sanfona pra colorir uma delas.

Um dos melhores shows do Curitiba vai pro Inferno. Pra ficar melhor, só mesmo com a qualidade de som e acústica do Auditório do Ibirapuera. [Felipe Vilasanchez]

 


_
heitor & a banda gentileza
Heitor e a Banda Gentileza foi a segunda banda a subir no palco, depois de um começo experimental interessante, apesar de um pouco arrastado e cheio de clichês do pós-rock do
Ruído / mm,
e antes do pop-mais-do-mesmo [bem executado até, diga-se de passagem] no show da banda Sabonetes, que apresentou apenas uma canção realmente digna de nota:  Descontrolado, e do hype-indie-nacional da vez representado pela interessante Copacabana Club, que encerrou o festival botando toda a galera para dançar numa festa hedonista.

Heitor é um vocalista carismático e fanfarrão. Sua banda é realmente gentil com o público, executando muito bem as músicas e mantendo o clima de festa. Juntos eles são um espetáculo a parte. Extremamente animados e contagiantes, com uma atmosfera kitsch em sua sonoridade, eles conseguem misturar samba rock, black music e violinos com rock sem jamais perder a identidade. A banda é digna de atenção, que com um pouco mais de tempo se fará ser bastante respeitada no meio musical brasileiro. [João Carvalho]

 


_sabonetes
Depois do segundo show, era difícil agradar ao público tanto quanto conseguiu Heitor e a Banda Gentileza. Talvez por isso a recepção dos Sabonetes não tenha sido tão forte, o que não significa que o show do único quarteto da noite não tenha sido bom. 

Pelo contrário: os Sabonetes são uma banda nem um pouco escorregadia. Músicos afinados e bem ensaiados, apresentaram músicas no melhor estilo “moderno” de hoje em dia, com influências pop dançantes e um certo lirismo.

Talvez fosse melhor colocá-los na abertura, com a platéia menos cansada. A banda pareceu um pouco fora de lugar, ainda mais antes do Copacabana Club.  [Felipe Vilasanchez]

 


_copacabana club
E eis que o show mais aguardado da noite começa. Aconteceu um pouco mais tarde que o esperado, por culpa de um atraso no show da primeira banda, provocado pelo "sumiço" temporário de um integrante. Apesar da hora avançada, o público parecia estar mesmo a fim de diversão, pronto para prestigiar a apresentação da nova banda queridinha da cena indie: Copacabana Club.

Depois de elogios declarados por toda parte na imprensa especializada, o grupo precisava corresponder às expectativas criadas no público. E não fez feio. O show abriu com uma pegada à lá The Rapture, abrilhantado pela animação da bela vocalista e dos estilosos músicos, todos com grande domínio de palco.  

Todas as músicas são coroadas por uma atmosfera sexy e uma performance bastante convincente da cantora, que transparecia saber bem a que veio, incitando a galera a dançar e celebrar com a banda. Para definir o Copacabana Club de uma forma bem simples, pode-se dizer que eles são uma versão 2.0 e X-Rated do Cansei de Ser Sexy, com letras um tanto sacanas e músicos que sabem tocar. E bem. [João Carvalho]



Constance  -  Curitiba  -  16/01/2009 ~ 10:56
João Carvalho, é você João?

 
© Copyright Revista Paradoxo 2003~2008. Todos os direitos reservados