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Grupo Corpo mescla leveza e elasticidade em Ímã, novo espetáculo que aborda as dualidades

por Kleyson Barbosa
[12/08/2009]

Desde Santagustin, um novo Grupo Corpo se apresenta nos palcos do Brasil e do exterior. Com o espetáculo de 2002, a companhia belorizontina começou despretensiosamente uma busca por renovação: os movimentos e referências fortemente brasileiros dos consagrados Parabelo [1997] e Benguelê [1998] deram lugar a um grupo cada vez mais focado em espetáculos universais, mas não menos impactantes e suingados. Nessa busca por inovação, eles estreiam Ímã, um espetáculo que é a cara da companhia no século 21.

A ousadia começa na escolha da trilha sonora – algo tão importante quanto a dança para as montagens do Corpo. Os irmãos Pederneiras convidaram o +2, trio formado por Moreno Veloso, Kassin e Domenico Lancelotti, para compor a trilha do novo trabalho. As músicas variam da bossa nova ao drum'n'bass e trazem um ar descompromissado ao espetáculo. Outra novidade é o conjunto de iluminação super high tech que permitiu fixar várias gradações de tonalidades e que reforçam as cores das 80 peças de roupa que compõem o figurino. É nessa dança que as matrizes de cores e sons dialogam e brincam. As [boas] sacadas dão claridade ao antigo Breu [2007].

_assista

reportagem do Jornal da Globo mostra trechos da coreografia, confira
O novo espetáculo de Rodrigo Pederneiras, coreógrafo do grupo, começa onde o anterior havia parado: no chão. Em Íma, os bailarinos se distanciam do tablado e os momentos mais aéreos dão leveza à peça. A coreografia que traduz as dualidades da atração e da repulsão é animada. Cores e artistas brilham no palco, reforçando três características do grupo base nesta década:


_interação entre corpos

Sem essa de repulsão. Os passinhos e sequências ritmadas não são mais as únicas características das montagens do grupo. A força dos últimos espetáculos e principalmente de Ímã está na interação entre os bailarinos. A ideia de tratar de dualidades interdependentes deixa a coreografia mais dinâmica e demonstra um domínio corporal maior da dança.


_pas de deux
Os duos do mesmo sexo vieram mesmo para ficar. Desde Santagustin, quando o pas de deux entre dois homens impactou pela força da dupla masculina, o grupo investe nessa vertente. No novo trabalho, casais de homens e mulheres mostram a dualidade da força e da delicadeza.


_pouca roupa e muito corpo
Além da sensualidade e dos movimentos de pele, o corpo em si ganha cada vez mais destaque nas danças do grupo. Quem não se lembra da cena em que apenas o corpo é destaque em Onqotô [2005]? Pois no novo balé, os músculos dos bailarinos ficam ainda realçados pela iluminação e pela brutalidade dos movimentos.



fotos: divulgação

Ímã
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por Grupo Corpo
Em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo.
Até o dia 16 de agosto.
Entre 4 e 8 de setembro, o grupo se
apresenta no Palácio das Artes, em Belo
Horizonte [MG].



 
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