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Era um detalhe por Gabriel Louback
Já percebeu que quando você compra aquele tênis vermelho, começa a reparar o quanto de gente usa tênis vermelho? Ou quando você viaja para algum lugar e depois percebe o quanto se fala nele? Quando a gente casa não é diferente. Você começa a prestar atenção nas conversas ao seu lado e se dá conta do quanto as pessoas falam sobre seus casamentos.
Estava comendo em uma praça de alimentação e as duas amigas ao meu lado conversavam. Uma delas reclamava alguma coisa de seu companheiro / namorado / noivo / marido. Era um detalhe, mas não deixa de ser algo muito comum de acontecer.
O que reparei é o costume que há em se reclamar do seu cônjuge. Seja um casal hetero ou homossexual. Parece que a aliança na mão esquerda não é o suficiente para mostrar que a pessoa está em um relacionamento de casamento, ou nos moldes dele.
Muito já foi dito sobre a crise da família, como instituição e tudo mais. Não há uma causa. Não há um motivo único a ser acusado. Mas tenho visto [e aprendido] que algumas coisas contribuem para enfraquecer esses relacionamentos.
Um deles é a falta de cumplicidade que há entre os casais. Alguém certa vez me disse que a cumplicidade era algo a ser buscado por aqueles que queriam ter um relacionamento completo, com todas as suas vantagens e desvantagens. Uma mistura de Bonnie & Clyde com Lois & Clark. Assumi isso como uma coisa a ser exercitada constantemente.
Claro que, justamente por isso, não é algo fácil. A cultura de 'homens x mulheres' é muito forte. Quantas vezes você não viu uma guria dizer "Bah, eles não prestam... estou do seu lado, amiga"? Parece que as mulheres são eternas inimigas dos homens e que nós somos um vírus a ser combatido. Eu, por exemplo, me proibi de participar de jogos do tipo Imagem & Ação, com times de 'homens x mulheres'. Perco o controle.
Acredito ser necessária a consciência de que a pessoa que mora comigo não é minha inimiga. É minha cúmplice. Se estamos na lama, estamos na lama juntos. Se estamos no caos, estamos no caos juntos. Se estamos vencendo, vencemos juntos. A pessoa que vive comigo é a que mais preciso ao meu lado, me apoiando e me lembrando das coisas que valhem a pena. Proponho que baixemos a guarda, assumamos a decisão de partilharmos nossa vida ao lado de alguém e sejamos cúmplices, um do outro.
O jogo 'homens x mulheres' é uma enganação, uma ilusão. Quando se decide viver com alguém, só existe "Nós x O Resto do Mundo".
*Gabriel Louback é jornalista e, nas horas vagas, conselheiro amoroso.
Rafael Campos - Teresina - 20/10/2009 ~ 20:49
Jones - SP - 21/10/2009 ~ 10:47
Marina - 21/10/2009 ~ 17:50
zan - floirianópolis - 22/10/2009 ~ 15:39
Rebiscoito - São Paulo - 27/10/2009 ~ 11:12
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