| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
Quando?
Sem respostas, perguntas são apenas sopros quentes no ar gelado por Bruno Reis
Quando foi que você parou de se importar? Quando decidiu não mais se envolver, não participar, fingir que nada aconteceu e seguir com a sua vida sem sobressaltos? Quando foi que você parou de ter vontade de me ver? Quando deixou de sentir vontade de falar comigo a todo momento, de mandar mensagens com pouco ou nenhum sentido, apenas para que eu pudesse responder e iniciar um diálogo que se alongaria pelo dia todo? Não temos nada. Nunca fomos casados, noivos, nunca sequer fomos namorados. Não nos conhecemos a fundo, não fomos apresentados aos familiares um do outro, mal conhecemos os amigos do outro lado. Às vezes esqueço até mesmo o seu sobrenome – como neste momento, por exemplo. Não temos nem nunca tivemos compromisso algum. Fisicamente, chegamos no máximo a alguns beijos escondidos embaixo de alguma árvore de copa alargada, à revelia das insistentes luzes dos postes, observando com desconfiança os ciclistas que passavam a todo momento. E foi isso. Não me sinto no direito de te pedir nada, nem de cobrar qualquer coisa, mas não consigo fugir à obviedade da fraqueza (e da franqueza) masculina de perguntar por que paramos pelo meio do caminho. Quando foi que perdemos o viço, quando exatamente a cola que nos unia perdeu a liga, quando as tábuas que formavam nossa ponte se tornaram frágeis demais para suportar o nosso peso? Agora estamos aqui, você do lado de lá, eu do lado de cá, e nada no meio. Não sinto nem o rastro daquela força que nos guiava em direção ao outro. Aonde isso foi parar? Tenho passado dias a fio procurando as respostas para essas dúvidas, mas o máximo que consigo são novos questionamentos. No meio de tanta interrogação, tonto e com os olhos marejados, reuni tudo para chegar finalmente a apenas uma pergunta, aquela que responderia todas as outras: quando foi que eu deixei de ser alguém para você? *Bruno Reis é publicitário por formação, escritor por paixão e teimoso por falta de opção. Quer saber quando vai poder ter você de volta, ainda que na verdade nunca a tenha tido.
Lori - Vitória - 16/12/2009 ~ 01:48
Iza - VV - 16/12/2009 ~ 10:20
Carol - 16/12/2009 ~ 22:40
dani - sp - 17/12/2009 ~ 15:49
Polly - Realeza - 17/12/2009 ~ 16:54
Nathaly - Luziânia - GO - 17/12/2009 ~ 21:43
|
|
© Copyright Revista Paradoxo 2003~2008. Todos os direitos reservados
|