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Estresse de fim de ano

O que faz do mês de dezembro o mais cansativo do ano?

por Maria Clara Senra
[16/12/2009]

Trânsito, sobrecarga de trabalho, prazos, pagamentos, compras de Natal, festas... Ufa! O final do ano é uma fase muito agitada para quase todo mundo. Por isso, não se espante se você estiver irritado e com dores de cabeça. Segundo estatísticas, o nível de estresse do brasileiro triplica no mês de dezembro.

De acordo com uma pesquisa realizada com 15 mil pessoas por uma empresa de consultoria, 86% dos entrevistados se estressam com a rotina de fim de ano. De acordo com o estudo, é uma época de confraternização, de alegria, mas que também traz muita expectativa. Todo mundo espera que tudo dê certo, que o dinheiro seja suficiente, que a família fique reunida, que o ano que começa seja melhor...

Adriana Vieira fica exausta no mês de dezembro. "Este final de ano está sendo muito complicado. Aliás, todo final de ano é  estressante. Você precisa se preocupar com tudo e com todos. Preciso fazer compras de Natal para toda a família, resolver os problemas do trabalho, que dobra no fim de ano, lidar com os shoppings cheios, com os estacionamentos cheios, com o escritório tumultuado, com o trânsito infernal... Estou rezando pra chegar janeiro!", afirma.

Luciana Becker Sander, psicóloga clínica e mestre pela PUC-Rio, diz que o estresse pode apresentar sintomas físicos. "Cansaço, tensão, dores, gastrites, enfim, toda uma gama de efeitos indesejáveis e perigosos para o nosso bem estar e equilíbrio". Sobre os  efeitos do cansaço nos campos psicológico e emocional, ela explica que corpo e mente são partes de um mesmo sistema. "Nosso organismo sofre como um todo os efeitos de um desequilíbrio por excessos. No caso de fim de ano, o que há é uma tendência deliberada ao excesso. Nos alimentamos mal, gastamos em geral mais do que podemos, dormimos mal, e por aí vão os excessos...". Ela explica que ansiedade, depressão, euforia são resultados desses abusos.

Para passar por essa época de maneira mais agradável, Luciana dá a dica: "Acho que se cada um tiver a consciência do seu limite, respeitando esse limite, as coisas tendem a ficar mais fáceis. Pra começar penso que não devemos forçar a barra tentando dar conta de tudo, e sim fazer somente o possível. Já é uma boa estratégia. Manter-se ao menos hidratado e bem alimentado, respirando e relaxando na hora certa. Claro, tudo isso dentro do possível para não virar uma obrigação estressante."  



 
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