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Âncora
A corrente que deve partir por Egídio La Pasta Jr.
Termômetro em torno dos quarenta graus. O vento quente. A cerveja gelada na mesa do bar. E um papo antigo, datado, feito um barco ancorado às vésperas da corrente que vai partir. Sem avisar. - A diferença é que eu ainda tenho algum respeito pelo sentimento que eu tenho por você. E não vou ferrar com tudo porque você resolveu ter um impulso, achando que eu te corresponderia porque eu sou tão devoto e tão submisso aos teus caprichos, que eu vou aceitar o teu beijo e depois dormir na sua casa. Não dá. Não pra mim. Não dessa forma. Eu não quero desgostar de você, mas se você me trata feito merda, fica muito difícil. - O que você espera de mim? - Que você me coloque no primeiro táxi que passar. Muitas cervejas depois, a mesa cheia, a atmosfera diferente, risadas rompendo a tensão, conversa preenchendo os espaços e um fiapo de carinho que fez o chão faltar: - Outra noite tive o pior pesadelo do universo. Só não foi pior porque você aparecia e me salvava. Era um lance meio super-heróico mesmo. Depois você me deixava em casa (voando talvez) e eu te agradecia banalmente. Sabe essa educação que nos é peculiar? Obrigado, por favor, com licença. E você ia embora. Depois eu acordei, de fato e vi o relógio, 3 da manhã. Não ia te ligar essa hora, quem costuma fazer isso é você e não vou roubar teu hábito. Mas é isso mesmo. A gente vive se salvando. No fim das contas, é tudo uma questão de ser salvo pelo outro e estar pronto para salvar. - Não é? *Egídio
Carla San - Rio de Janeiro - 09/02/2010 ~ 23:35
Alline - Milao, Italia - 10/02/2010 ~ 06:33
Raquel - Sao Paulo - 10/02/2010 ~ 10:33
Nenéia - São Paulo - 10/02/2010 ~ 10:34
Mariana - Rio de Janeiro - 10/02/2010 ~ 12:57
Tati - São Paulo - 10/02/2010 ~ 14:32
Helga - 12/02/2010 ~ 13:56
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