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Encantadora de Baleias

Um ótimo filme, que dá luz à uma atriz surpreendente

por Rafael Gaino
de San Francisco-CA
[18/02/2004]

O desafio de manter a cultura de uma pequena tribo neo-zelandesa viva em um mundo atacado pela globalização e promessas da vida moderna, e pela morte dos antigos costumes é o tema do filme Encantadora de Baleias (Whale Rider) da diretora Niki Caro. Paikea (Keisha Castle-Hughes) é a última herdeira da tradição da tribo Maori, descendente do primeiro Paikea que, reza a lenda, chegou ao mundo em uma baleia e todos os seus descendentes diretos serão os líderes da tribo.

Porém a última nascida não é um homem, o que causa a rejeição de seu avô, Koro, que carrega para si o fardo de encontrar e formar um novo líder que o substitua, enquanto Paikea procura provar para si mesmo e sua família que é digna de carregar o título e conduzir à tribo pelos novos tempos.

O filme é baseado em um livro de um autor Maori, Witi Ihimaera, e foi inteiramente rodado nas mesmas locações onde a história original se passa, além de contar com alguns atores nativos e mostrar vários traços da cultura da tribo. A pequena atriz Keisha de apenas 13 anos é o pilar de sustentação da obra, e graças a ela, o filme ganhou todo o merecido destaque. Foi eleito melhor longa-metragem de ficção na 27ª Mostra de Cinema de São Paulo e foi indicada ao Oscar de melhor atriz. Em tempo: esse é seu primeiro filme e ela é a mais jovem atriz a receber uma indicação da Academia, e ela o faz por merecer em uma atuação surpreendente.

É um ótimo filme, que talvez desaponte alguns pela falta de uma conclusão surpreendente, mas por outro lado talvez isso tenha garantido o sucesso no circuito americano e a indicaçãode Keisha. Foi um preço razoável.



 
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